Em muitos projetos é necessário aplicar etiquetas adesivas em objetos que vão permanecer no exterior, sujeitos a chuva, sol, humidade, variações de temperatura e outros agentes agressivos.
Nestas situações, torna-se essencial recorrer a uma etiqueta técnica mais resistente, concebida para garantir desempenho e legibilidade superiores às etiquetas normais de papel, assegurando uma identificação fiável ao longo de todo o ciclo de vida do produto.

Papel não funciona porquê?
O papel não funciona por razões óbvias e simples. Este é um material para etiquetas com pouca resistência às condições atmosféricas.
Por exemplo, quando sujeito à chuva o papel começa a desfazer-se, ou o caso das etiquetas em papel térmico que quando está sob o sol, escurece rapidamente.
Digamos que o papel está mesmo fora de questão. A melhor solução parte por utilizar etiquetas fabricadas em materiais sintéticos, entre eles temos o Polipropileno, Artydel, PVC, Poliéster e Polietileno.
Realçamos apenas uma situação sobre o Polipropileno.
Este material é adequado para aplicações onde não haja exposição muito prolongada aos agentes atmosféricos, nomeadamente ao sol pois, este material, quando sujeito aos raios UV, tem tendência a partir, fica rígido e acaba por quebrar.
Vejamos algumas indústrias que utilizam este género de etiquetas para a etiquetagem no exterior:
1. Etiquetas para Floricultura
Existem duas formas de etiquetar plantas e produtos hortícolas.
Uma das aplicações parte pela etiquetagem de exterior dos vasos para a planta, neste caso é adequado um material autocolante, polipropileno ou então poliéster.

Por sua vez, em alguns casos existe a necessidade de aplicar uma etiqueta nas plantas como forma de acrescentarmos informações adicionais e relevantes sobre a mesma, aí utiliza-se a etiqueta em Artydel.
Esse material não é autocolante e é colocado no caule da planta como um género de fivela.
2. Etiquetas para a Indústria de Madeiras
Durante todo o processo, desde a recolha da matéria-prima até ao produto final, existe a necessidade de classificar e identificar a madeira, para que todo o processo consiga ser controlado.
Para este tipo de indústrias temos duas opções. O artydel em casos onde não de pretenda utilizar um material adesivo. Em situações contrarias podemos utilizar materiais sintéticos com um adesivo de etiqueta forte para madeiras em bruto ou adesivo removível em materiais com acabamento.

3. Etiquetagem de Exteriores para a Construção Civil
Como os variados materiais e ferramentas utilizados na construção civil estão sujeitos ao tempo e às condições atmosféricas, para etiquetas de inventário por exemplo, é necessário aplicar este género de etiquetas.
A solução parte por etiquetas adesivas para exterior, em materiais como poliéster e polipropileno com colas especiais, mais resistentes.

4. Etiquetas para a Indústria Química
Na indústria química por questões legislativas a etiquetagem das embalagens de produtos químicos é imperativa.
Além de ter que aguentar a natureza dos produtos químicos, as embalagens muitas vezes armazenadas ao tempo sofrem todas as agressividades do meio ambiente, seja ele o sol ou intempéries.
Assim sendo, são utilizadas etiquetas produzidas em materiais como polietileno, poliéster e PVC tornando-se assim não só etiquetas resistentes às condições atmosféricas, como também aos próprios produtos químicos.
Em suma, existem diversas aplicações para a etiquetagem no exterior.
Algumas que implicam etiquetas fabricadas em materiais mais resistentes, outras em que uma solução mais económica é o suficiente.
Mas cada caso é um caso, e devemos sempre conhecer a aplicação da etiqueta e àquilo a que estará sujeita para determinar o melhor material em que as mesmas devem ser produzidas.
Autor: Claudia Leite
Assessora de clientes. Desenvolve funções essencialmente junto da área comercial no ramo da etiquetagem e codificação.







